A Psicologia vem, grosso modo, auxiliar a pessoa a perceber o melhor de suas potencialidades. Em todas as suas áreas de atuação, a Psicologia centra-se na pessoa e a vê como construtora de sua história, capaz de organizar positivamente sua vida apesar dos conflitos diários que tem que enfrentar. Como afirma Rogers, um psicólogo norte-americano, a pessoa tem a "capacidade de caminhar no sentido de uma auto compreensão e de tomar providências construtivas para resolver seus problemas" (1977:139). Sem dúvida, caminhar no sentido de compreender-se implica buscar, antes de tudo, aceitar-se. É a partir da auto-aceitação que se começa a caminhada da auto compreensão. Não posso compreender o que não aceito que existe. Daí, pensar que conhecer-se não é um processo fácil. Trata-se de pôr-se diante do desafio de "ser quem você é” e não ser “quem você deseja ser” ou “precisa ser”.
Em nosso mundo contemporâneo, tornou-se mais fácil vivermos como se fôssemos personagens de uma grande peça teatral. Vivemos o que esperam de nós, seja na família, seja no grupo de amigos, no ambiente de trabalho ou em quaisquer outros ambientes. Talvez seja mais fácil entregarmos os remos de nosso barco nas mãos dos outros. A responsabilidade de assumirmos o rumo de nossa própria história é, por vezes, angustiante. Não é fácil ser verdadeiro em um mundo social que valoriza personagens e não pessoas reais. Também não é missão da Psicologia alimentar tais personagens. Talvez, por esta razão, a Psicologia incomode algumas pessoas, uma vez que é sempre um convite para buscarmos nossa verdade. Quando não nos aceitamos ou não admitimos ser o que somos, nos sabotamos. Enganamos nossa verdadeira essência, fugimos do que realmente queremos. Entretanto, bate um vazio que não sabemos de onde vem e nem para onde vai. É o nosso eu verdadeiro pedindo para ser ouvido.
A Psicologia tem, portanto, a tarefa de contribuir para o aprimoramento das habilidades humanas. Um aprimoramento embasado na verdade do que somos, sem mentiras desnecessárias e desconstrutivas, que não colaboram para o crescimento e fortalecimento de nossas existências. Para buscar por um profissional habilitado da Psicologia não é necessário estar “louco” ou sofrendo. Basta que queiramos nos conhecer melhor. Está aí o caráter preventivo da Psicologia na vida das pessoas. O Brasil ainda não tem uma postura preventiva diante da saúde, menos ainda diante da saúde mental. Contudo, este é o caminho para investirmos positivamente em nossa qualidade de vida.
Adalmir Sandro L. Oliveira
Psicólogo
CRP 06/84194
adalmir_sandro@yahoo.com.br
REFERÊNCIA:
ROGERS, C. R., ROSENBERG, R. A Pessoa como Centro. São Paulo: Editora Pedagógica e Universitária, 1977.
Em nosso mundo contemporâneo, tornou-se mais fácil vivermos como se fôssemos personagens de uma grande peça teatral. Vivemos o que esperam de nós, seja na família, seja no grupo de amigos, no ambiente de trabalho ou em quaisquer outros ambientes. Talvez seja mais fácil entregarmos os remos de nosso barco nas mãos dos outros. A responsabilidade de assumirmos o rumo de nossa própria história é, por vezes, angustiante. Não é fácil ser verdadeiro em um mundo social que valoriza personagens e não pessoas reais. Também não é missão da Psicologia alimentar tais personagens. Talvez, por esta razão, a Psicologia incomode algumas pessoas, uma vez que é sempre um convite para buscarmos nossa verdade. Quando não nos aceitamos ou não admitimos ser o que somos, nos sabotamos. Enganamos nossa verdadeira essência, fugimos do que realmente queremos. Entretanto, bate um vazio que não sabemos de onde vem e nem para onde vai. É o nosso eu verdadeiro pedindo para ser ouvido.
A Psicologia tem, portanto, a tarefa de contribuir para o aprimoramento das habilidades humanas. Um aprimoramento embasado na verdade do que somos, sem mentiras desnecessárias e desconstrutivas, que não colaboram para o crescimento e fortalecimento de nossas existências. Para buscar por um profissional habilitado da Psicologia não é necessário estar “louco” ou sofrendo. Basta que queiramos nos conhecer melhor. Está aí o caráter preventivo da Psicologia na vida das pessoas. O Brasil ainda não tem uma postura preventiva diante da saúde, menos ainda diante da saúde mental. Contudo, este é o caminho para investirmos positivamente em nossa qualidade de vida.
Adalmir Sandro L. Oliveira
Psicólogo
CRP 06/84194
adalmir_sandro@yahoo.com.br
REFERÊNCIA:
ROGERS, C. R., ROSENBERG, R. A Pessoa como Centro. São Paulo: Editora Pedagógica e Universitária, 1977.
Eu vim lá da caixa do meu e-mail. E nessa caminhada, embora rápida, cheguei cheio de sede. Porque psicologia é tema que muito me interessa. Também porque o autor, sei que escreve bem. De maneira que pude me deliciar com o texto, que li com absoluto afinco. Aqueles que me conhecem, ou que acompanham o que escrevo, sabem o quanto concordo com tudo que foi dito aqui neste primeiro texto deste blog que nasce. Evidentemente que minha concordância ou não de pouco vale. O fato é que a mensagem deixada pelo texto me parece perfeita. Sejamos quem somos, senão "vai bater aquele vazio sempre..". A sociedade precisa dos profissionais da alma, e que estes estejam bem preparados. E o autor do texto tem absoluta razão sobre a preferência equivoca pela não-prevenção, sobretudo na questão mental. Por isso, tanto desamor por aí...
ResponderExcluir